timirim – O podcast

Vamos descobrir e compartilhar com vocês histórias, emoções e sensações ligadas a maternidade e paternidade real, sem julgamento, sempre com carinho.

Porque dar a luz é universal mas cada gravidez é única, e ouvir as experiências de quem já passou por isso faz bem! Esse podcast nasceu do nosso amor pela intimidade que o formato do áudio permite, que tem tudo a ver com essas emoções delicadas.

Tentamos diminuir o julgamento e a própria cobrança das mulheres nesse momento tão importante da vida. Porque a melhor escolha, é a sua, e se você se sente bem, é o que mais importa.

Episodio 11 : Mathilde, partos naturais com a mãe e a sogra

Mathilde é francesa, chegou ainda criança em São Paulo e considera o Brasil como seu segundo pais. Ela tem 27 anos, e ela é mãe da Mawapé de 4 anos, e do Siã, de 7 anos: os nomes são indígenas, pois o pai pertence ao povo Huni Kuin, do estado do Acre. Ela teve dois partos em casa, com ajuda da mãe francesa e da sogra indígena, ambas parteiras. Amamentou 5 anos corridos, incluso um período amamentando os dois juntos, em tandem. A palavra que ela mais repetiu durante a nossa conversa foi “natural”… Para ela tudo foi muito natural, e começou com uma historia de amor …

Já tinha ouvido falar em “placentofagia”? Sabe, quando os mamíferos comem a placenta após o nascimento? O órgão que une o feto à parede do útero materno durante toda a gestação, em geral, é descartado : lixo orgânico para algumas, ele é um remédio natural para outras, como na medicina chinesa, pois a placenta é rica em hormônios, ferro e outros nutrientes. Pode ser batida com frutas, frita como contou a Mathilde, ou tomada em formato de cápsulas para ajudar na recuperação mais rápida do útero, na produção do leite ou na depressão pós parto. Até hoje, não há evidências científicas sobre esses benefícios. Tem também quem planta a placenta debaixo da uma arvore….

Realização : Obrigada Produção
Musica: “Chérie la Kro”
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Episodio 10 : Ana Cris, do parto humanizado ao coletivo nascer

Ana Cris tem 53 anos, depois de ter tido dois filhos, ela se formou como doula e depois como obstetriz. Em 2018, ela criou o “Coletivo Nascer”com um grupo de médicas, parteiras e doulas numa casa de São Paulo, para atender famílias que querem um parto natural a preços acessíveis. Ana Cris já atendeu 1500 partos desde 2002, e nos conta dos dois partos dela, duas décadas atrás: uma cesária não desejada e depois a luta para conseguir um parto normal. Ela fala de episiotomia, de identidade, da construção do amor com o bebê, e da solidão do puerpério. Ela tem o brilho e o carisma de quem achou sua vocação e nos recebeu na casa do coletivo, depois de ter atendido um parto na madrugada anterior.

Para muitas mulheres, o puerpério chega como uma avalanche de sentimentos contraditórios. Também pode passar pelo “baby blues”, uma depressão pós parto comum que se deve à grande alteração hormonal, e que deixa a mulher mais isolada.  Um coletivo, um grupo de apoio, uma rede de mães, podem ser preciosos. É fundamental informar as mulheres que pode ser difícil se conectar com esse novo papel e essa nova identidade de mãe. No Coletivo Nascer, tem reuniões semanais sobre todos os temas relacionados a chegada do bebê. Até agora, mais de 110 partos já foram atendidos aqui na casa, e mais de 120 mulheres estão em pré natal.

Realização : Obrigada Produção

Musica: “Chérie la Kro”

Para quem quer descobrir o Coletivo Nascer
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Episodio 9 : Eliane, se tornar mãe e adulta aos 17 anos

 

Eliane tem duas filhas, a Elis e a Vitória, de 11 e 14 anos. Ela engravidou com 17 anos, e praticamente criou as meninas sozinha. Sofreu violências no hospital, apesar de também ter encontrado médicos muito bons. Eli conta de contracepção, de atitude de adolescente, do parto natural no SUS, da UTI, da amamentação e de doação de leite. Foi uma conversa emocionante com bastante gargalhadas, no ritmo intenso da Eli! Conversamos no consultório de dentista onde ela trabalha, antes de começar o expediente, porque segundo ela, a casa está sempre uma bagunça…

Na América Latina e no Caribe, a cada mil bebês, 66 nascem de mães com idade entre 15 e 19 anos, enquanto o índice mundial é de 46 a cada mil. Mas nos últimos 10 anos, segundo o Ministério da saúde, as gravidezes precoces diminuíram bastante. Hoje, as brasileiras tem filhos mais tarde, mais de um terço, depois dos 30 anos.

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Episodio 8 : Lamia, a gravidez carioca de uma mãe multicultural

 

A Lamia tem 43 anos, nasceu no Marrocos, se formou e trabalhou como jornalista na França, depois se mudou pro Brasil para ser correspondente e agora vive no Mexico, com o marido e a filha, Maya, de 8 anos. Foi na cidade do Mexico que fizemos essa entrevista. Falamos da felicidade de poder vivenciar uma gravidez carioca, dos desafios da gestante que trabalha e quer um parto normal, tendo que criar esquemas para se organizar sem saber quando vai nascer o bebê, e também do papel do pai, que tinha medo de perder a liberdade.

Na América Latina, 44% dos bebês nascem por cesarea, um recorde mundial! No Brasil, chega a 80 % nos hospitais das redes privadas enquanto a Organização mundial da saúde (OMS) recomenda uma taxa de 10 à 15%. A OMS ressalta que a cesariana salva a vida de mãe e do bebê, mas somente deve ser indicada por razões médicas.

Realização : Obrigada Produção

Fotos: Charlotte Valade

Musica: “Chérie la Kro”

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Episodio 7 : Tatiane, mãe ativa, dedicada e múltipla

Tatiane acabou de deixar a Marina, de 5 anos na escola, e sentamos para conversar no quarto dela, o lugar mais silencioso da casa, na Vila Leopoldina. Na jornada de mãe da Tatiane, todas as fases foram vividas intensamente: a descoberta do sexo do bebê, a anúncio para todo mundo assim que soube que estava grávida, inclusive em seu trabalho. Falamos daquela vontade louca do comer doces, de diabetes gestacional, da cesária por indicação do médico e das mudanças profissionais que a criança trouxe.

Não existem dados sobre as mudanças que a criança traz na vida profissional dos pais, e principalmente das mulheres. Segundo um estudo da FGV que acompanhou 250 000 mulheres, entre 2009 e 2012, depois do primeiro aniversario do filho, 48% das mulheres tinham saído do mercado, seja porquê foram demitidas, a maioria, ou porquê preferem ou precisam se dedicar aos filhos.

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Para conhecer o projeto da Tatiane, “Ordinary influencers” clique aqui
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Episodio 6 : Michelle, ao vivo da Partolândia

 

A Michelle nasceu em Recife, cresceu em Salvador e no Rio, e mora em São Paulo há 15 anos. Ela da aulas de jornalismo, pesquisa, milita e também cria dois filhos!  Ela me recebeu numa segunda feira, quando o Chico, de 2 anos e o Miguel, de 7, estavam na escola. Falamos de culpa, de separação, de solidão…e rimos bastante das situações que a Michelle descreveu. Um novo amor para a mãe e… para o filho, que logo ganhou um irmãozinho, que nasceu em casa. A Michelle fala que esqueceu bastantes coisas, mas conversando, as lembranças voltaram…

Michelle conta de seus dois partos em casa, o primeiro que terminou no hospital e o segundo que “fluiu”, como ela diz. Ela nos explica a importância para ela dos grupos de apoio de mulheres e mães ativas no processo de se tornar mãe, e dos testemunhos de quem acabou de dar a luz. Mesmo assim, sendo bem acompanhada e informada, ainda existem preconceitos que a propria mulher tem sobre o que ela deveria fazer para se tornar uma “boa” mãe.

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Fotos: Renata Penna/fotopoesia

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Episodio 5 : Cris, mãe solo, da cesárea humanizada a relactação

 

Cristiane tem 40 anos, ela é jornalista, balarina no grupo de mulheres afrobrasileiras do Ilú Obá de Min e mãe de Serena Odara, que acabou de celebrar o primeiro aniversário. Ela fala da solidão de não ter o pai da pequena ao seu lado e do processo de reconstruir as narrativas da maternidade idealizada. Uma história de perseverança para conseguir ter um parto humanizado, que acabou sendo uma cesárea devido ao risco de pré-eclâmpsia, e da obstinação para conseguir depois o que mais queria: amamentar, o que fez com muita alegria durante a nossa entrevista.

A pré-eclâmpsia afeta de 8% a 10% das gestações no mundo e responde por 20% das hospitalizações em UTI neonatal. Na última década, ao diagnostico e o tratamento da pré-eclâmpsia melhoraram significativamente, assim como o acompanhamento de mulheres em risco. Essa é a historia da Cris que como mais de 30 milhões de mulheres é chefe de família, segundo os dados da PNAD de 2017, ou seja, 28% dos lares brasileiros.

 

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Para conhecer o projeto cultural Ilú Obá De Min, clique aqui
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Episodio 4 : Anete, recusar os padrões nos anos 70, dos estudos aos três bebês

 

Anete nos recebeu na casa dela, num domingo, enquanto esperava os netos para almoçar. Ela tem 67 anos, 3 filhos e 7 netos, lembra dos partos como se fosse ontem e sente muita saudades da época em que os filhos eram pequenos, mesmo tendo sido muito intenso.

Nenhum dos filhos foi planejado, cada um veio a sua maneira. Depois de um parto normal, Anete insistiu para que o secundo e terceiro fossem naturais, sem anestesia, para poder sentir os bebês nascerem. Falamos sobre o papel dos homens no puerpério 40 anos atrás, do desafio de continuar estudando e lendo longas horas com filhos pequenos e dos momentos em que apesar de todas as dificuldades parece que todos os sacrifícios valeram a pena.

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Episodio 3 : Bel, duas gravidezes punk entre sororidade e UTI

 

Nos encontramos com a Bel Coelho, mãe feliz de dois meninos de 1 e 4 anos e chefe do restaurante paulistano Clandestino.

A Bel ama a maternidade e a amamentação, mas não tanto a gravidez e o momento de parir. Hoje ela fala de sororidade, de parto normal com anestesia raquidiana e bloodpatch, de parto natural (sem anestesia), da experiência dela com o hospital, e com o Francisco e o José indo para UTI. Nos contou também a procura de um equilíbrio entre a vida de mãe e a realização profissional.

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Para conhecer o restaurante maravilhoso da Bel em São Paulo: Clandestino
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Episodio 2 : Raquel, uma viagem com lagrimas e muitos risos

 

Sentamos, num domingo de sol, na casa da Raquel, 37 anos, enquanto o Marcelo brincava no prédio com o João, de 1 ano e meio. Falamos sobre a jornada de mãe, com suas mudanças, suas alegrias e suas frustrações. E ela logo me contou uma grande noticia…está grávida de 4 meses !

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Episodio 1 : Ligia, uma gravidez serena e intima

 

Essa semana, fomos conversar com a Ligia, 35 anos, casada ha 7 anos com o Rafael e mãe do André de 1 ano e 5 meses.

Falamos de como e quando achamos que queremos e podemos engravidar, quando fazer o teste de gravidez, porque escolher de saber ou não o sexo do bebê, do que precisamos para a chegada do mesmo? muita ou pouca coisa? E finalmente do nascimento e dessa nova vida a três.

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Fotos: Ale Borges

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